{"id":1460,"date":"2024-12-23T14:12:36","date_gmt":"2024-12-23T14:12:36","guid":{"rendered":"https:\/\/scoring.pt\/magazine\/?p=1460"},"modified":"2024-12-23T14:12:36","modified_gmt":"2024-12-23T14:12:36","slug":"design-thinking-o-catalisador-da-inovacao-focado-nas-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scoring.pt\/magazine\/design-thinking-o-catalisador-da-inovacao-focado-nas-pessoas\/","title":{"rendered":"Design Thinking: O Catalisador da Inova\u00e7\u00e3o Focado nas Pessoas"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vivemos tempos de mudan\u00e7as a um ritmo desigual, na hist\u00f3ria da humanidade: se por um lado, todos os dias surgem novas solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e neg\u00f3cios que adensam o tecido concorrencial; por outro lado, n\u00f3s, como consumidores, estamos cada vez mais exigentes e com necessidades mais complexas. Depois de vivermos uma pandemia, \u00e0 escala global, mudaram-se as nossas vontades: estamos mais virados para dentro e para o lar, queremos tudo de forma r\u00e1pida e c\u00f3moda (at\u00e9 os servi\u00e7os de sa\u00fade), o teletrabalho deixou de ser op\u00e7\u00e3o para ser uma condi\u00e7\u00e3o, exigimos equil\u00edbrio entre o trabalho e a vida pessoal. Mas, tamb\u00e9m, mud\u00e1mos a nossa personalidade: um estudo desenvolvido por Sutin et al. (2022), sugere que a pandemia desencadeou mudan\u00e7as significativas na personalidade das pessoas, estando estas menos abertas, am\u00e1veis e conscienciosas, comparativamente ao in\u00edcio da pandemia. Quantos de n\u00f3s j\u00e1 deu por si a pensar que as pessoas est\u00e3o cada vez mais impacientes e ariscas? Apesar de termos superado todos os desafios, e at\u00e9 termos agu\u00e7ado o engenho em algumas \u00e1reas, as consequ\u00eancias de um fen\u00f3meno social como este, ainda se fazem sentir.<\/p>\n<p>Um mundo onde os \u201cproblemas s\u00e3o cada vez mais <em>wicked<\/em>\u201d (designa\u00e7\u00e3o de Liedtka et al., 2017), exige uma mudan\u00e7a de paradigma na forma de trabalhar das empresas, que coloque as pessoas no centro, tire partido dos sistemas de rela\u00e7\u00f5es colaborativas e multidisciplinares, e prepare as equipas para serem resilientes e proativas, em ambientes amb\u00edguos e em constante transforma\u00e7\u00e3o. Por outras palavras, a abordagem de Design Thinking, mais finamente apelidada de <strong><em>Human-Centered Design Thinking<\/em><\/strong>.<\/p>\n<h4><strong>Conceito e <em>mindset<\/em> de <em>Design Thinking<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>Tirando partido da sensibilidade e m\u00e9todos da \u00e1rea de design, o <em>Design Thinking<\/em> consiste numa metodologia de resolu\u00e7\u00e3o criativa de problemas, que garante que as solu\u00e7\u00f5es desenvolvidas s\u00e3o desejadas pelas pessoas, tecnologicamente concretiz\u00e1veis e vi\u00e1veis para o neg\u00f3cio \u2013 as tr\u00eas lentes de inova\u00e7\u00e3o, cunhadas por Tim Brown, atual presidente da IDEO.<\/p>\n<p><sup>IDEO: ag\u00eancia fundada em 1991 por David Kelley, com o prop\u00f3sito de criar um est\u00fadio de design centrado no ser humano, tendo desenvolvido deste o primeiro rato da Apple, at\u00e9 \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da metodologia de <em>Design Thinking<\/em> \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o de problemas sociais, criando um mundo mais justo e inclusivo.<\/sup><\/p>\n<p>Acima de tudo, <strong><em>Design Thinking<\/em> \u00e9 uma forma de pensar os problemas, que n\u00e3o \u00e9 de uso exclusivo dos designers<\/strong>: todos n\u00f3s podemos desenvolver as nossas capacidades (muitas vezes naturais) para pensar design &#8211; s\u00e3o elas:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>A empatia<\/strong>: antes de mais, tem a ver com a capacidade de imaginarmos o mundo de v\u00e1rias perspetivas, seja pela lente de um colega de trabalho ou pelos p\u00e9s de um cliente, consumidor ou utilizador;<\/li>\n<li><strong>O pensamento integrativo<\/strong>: como falamos de pessoas, precisamos de desenvolver a capacidade de pensamento lateral e que considere as diferentes e, por vezes, contradit\u00f3rias, perspetivas \u2013 como? Atrav\u00e9s da imers\u00e3o na vida e problemas das pessoas, para as quais queremos desenvolver uma solu\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li><strong>O otimismo<\/strong>: a convic\u00e7\u00e3o de que, apesar dos constrangimentos e do companheiro inevit\u00e1vel do processo \u2013 o erro \u2013 as solu\u00e7\u00f5es potenciais, ser\u00e3o melhores do que as op\u00e7\u00f5es existentes;<\/li>\n<li><strong>A experimenta\u00e7\u00e3o<\/strong>: para chegarmos a v\u00e1rias solu\u00e7\u00f5es alternativas, devemos desenvolver a predisposi\u00e7\u00e3o para testar e errar, iterando junto das pessoas e integrando, continuamente, esse feedback;<\/li>\n<li><strong>E a colabora\u00e7\u00e3o<\/strong>: dada a crescente complexidade dos produtos, servi\u00e7os e, quebrando o mito do g\u00e9nio criativo isolado, o pensamento de <em>Design Thinking<\/em> aborda os problemas atrav\u00e9s da colabora\u00e7\u00e3o e multidisciplinaridade, tirando partido da variedade de experi\u00eancias e conhecimentos de uma equipa, que pode integrar, desde engenheiros, profissionais de marketing, antropologistas, designers, arquitetos e psic\u00f3logos (adaptado de Brown, 2008).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Mesmo antes de trabalharmos este <em>mindset<\/em>, fundamental para abra\u00e7armos e sermos parte de processos de <em>Design Thinking<\/em>, devemos come\u00e7ar por trabalhar aquilo que Kelley e Kelley, (2013) consideram ser o cora\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o: a <strong>confian\u00e7a criativa<\/strong>. Num dos livros mais fascinantes (e obrigat\u00f3rio) sobre o poder da criatividade \u2013 \u201cCreative Confidence\u201d &#8211; os irm\u00e3os Kelley estabelecem a (auto) confian\u00e7a criativa como a capacidade de acreditarmos que todos somos criativos, que temos em n\u00f3s o potencial para criar mudan\u00e7a no mundo \u00e0 nossa volta, e alcan\u00e7ar o que quer que queiramos fazer. Para tal, precisamos de, antes de mais, parar de dividir o mundo (e a n\u00f3s mesmos), em criativos e n\u00e3o criativos, porque a criatividade \u00e9 como um m\u00fasculo, que pode ser refor\u00e7ado e alimentado, atrav\u00e9s da pr\u00e1tica e experi\u00eancia. Partindo deste pressuposto, o <em>Design Thinking<\/em> emerge como um gin\u00e1sio da criatividade, uma vez que, atrav\u00e9s do seu fluxo de pensamento e ferramentas, permite-nos questionar os padr\u00f5es existentes, combinar diferentes perspetivas, explorar diferentes alternativas, esticar os limites das possibilidades.<\/p>\n<p>Liedtka et al. (2017) leva esta ideia mais longe, estabelecendo o <em>Design Thinking<\/em> como uma oportunidade para convidar todos aqueles que anteriormente eram exclu\u00eddos das conversa\u00e7\u00f5es sobre inova\u00e7\u00e3o, mesmo aqueles que t\u00eam dificuldades em comunicar as suas necessidades. Caminhamos assim, para a <strong>democratiza\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o<\/strong>, onde todos temos um papel na gera\u00e7\u00e3o de valor para os <em>stakeholders<\/em> que servimos (tamb\u00e9m esses envolvidos no processo).<\/p>\n<h4><strong>Processo de <em>Design Thinking<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>Co-existem v\u00e1rias abordagens ao processo de <em>design thinking<\/em>, sendo a l\u00f3gica e fluxo de pensamento partilhada, entre as suas diferentes conce\u00e7\u00f5es e adapta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1463 alignright\" src=\"https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-02-300x200.png\" alt=\"\" width=\"422\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-02-300x200.png 300w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-02-1024x683.png 1024w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-02-768x512.png 768w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-02-600x400.png 600w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-02.png 1063w\" sizes=\"auto, (max-width: 422px) 100vw, 422px\" \/>O surgimento do <em>Design Thinking<\/em> n\u00e3o pode ser atribu\u00eddo a ningu\u00e9m em espec\u00edfico, uma vez que resultou da combina\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias perspetivas de profissionais da \u00e1rea do design, ao longo de v\u00e1rias d\u00e9cadas. Contudo, a IDEO \u00e9 uma refer\u00eancia incontorn\u00e1vel, dado o seu contributo para a democratiza\u00e7\u00e3o da metodologia e promo\u00e7\u00e3o de cultura de inova\u00e7\u00e3o co-criativa, desde 1978. Apesar de assumir a n\u00e3o linearidade do processo, a IDEO considera que, <strong>independentemente do desafio de design que tenhamos de resolver, iremos percorrer 3 fases: inspira\u00e7\u00e3o, idea\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Abra\u00e7ando fluxos de diverg\u00eancia e converg\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o, o processo come\u00e7a pela cria\u00e7\u00e3o de empatia profunda e aprendizagem com as pessoas e comunidades que queremos servir, movendo-se para a explora\u00e7\u00e3o, identifica\u00e7\u00e3o e teste (refinamento) de diferentes possibilidades, e convergindo no lan\u00e7amento da ideia para o mercado e maximiza\u00e7\u00e3o do seu impacto positivo no mundo. A IDEO partilha mais sobre o processo <em>Human-Centered Design<\/em>, bem como um kit de 57 m\u00e9todos, ferramentas e atividades, no e-book gratuito \u201cThe Field Guide to Human-Centered Design\u201d (IDEO, 2015).<\/p>\n<p>Inspirado pelas intera\u00e7\u00f5es com Dave\u00a0Duncanson, engenheiro da IDEO, e com Gary Hamel, guru da \u00e1rea de neg\u00f3cios, Richard\u00a0Eisermann, diretor de design do <em>Design Council<\/em>, em 2003 reuniu uma equipa multidisciplinar para desenvolver um modelo de inova\u00e7\u00e3o baseado no conceito do \u201cduplo diamante\u201d. Partindo da desconstru\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos usados pelos designers em diferentes projetos, a equipa identificou alguns padr\u00f5es, que convergiram num <strong>processo de quatro fases<\/strong>: <strong>descoberta<\/strong> (das necessidades do utilizador), <strong>defini\u00e7\u00e3o<\/strong> (do desafio, com base nos <em>insights<\/em> do utilizador), <strong>desenvolvimento<\/strong> (de diferentes solu\u00e7\u00f5es potenciais) e <strong>entrega<\/strong> (da solu\u00e7\u00e3o que d\u00e1 resposta ao problema). Graficamente, o processo de inova\u00e7\u00e3o e design adotado pelo <em>Design Council<\/em>, distingue-se dos demais, por representar com clareza o fluxo de diverg\u00eancia e converg\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o: se na fase de descoberta, os investigadores divergem na recolha de problemas e necessidades, na fase de defini\u00e7\u00e3o convergem na sele\u00e7\u00e3o de um problema a dar resposta, para voltar a divergir em m\u00faltiplas possibilidades de solu\u00e7\u00f5es, e voltar a convergir na sele\u00e7\u00e3o e lan\u00e7amento de um produto ou servi\u00e7o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1464 aligncenter\" src=\"https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-14-300x162.png\" alt=\"\" width=\"507\" height=\"274\" srcset=\"https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-14-300x162.png 300w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-14-1024x551.png 1024w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-14-768x414.png 768w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-14-600x323.png 600w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-14.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\" \/><\/p>\n<p>Ainda dentro das diferentes abordagens e representa\u00e7\u00f5es do processo de <em>Design Thinking<\/em>, destaco o processo introduzido por Liedtka &amp; Ogilvie, no livro \u201cDesigning for Growth\u201d (2011), que foca o m\u00e9todo de <em>Design Thinking<\/em> na resposta a quatro quest\u00f5es: (1) \u201cO que \u00e9?\u201d (o problema), \u201cE se?\u201d (explora\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00e3o), \u201cQuais os wows?\u201d (tangiliza\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es) e \u201cO que funciona?\u201d (recolha de feedback dos <em>stakeholders<\/em>). Considero especialmente interessante o formato de pergunta, uma vez que, sempre que lan\u00e7amos uma quest\u00e3o para um grupo, existe um est\u00edmulo que se desencadeia pela procura da resposta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1465 aligncenter\" src=\"https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-06-300x150.png\" alt=\"\" width=\"694\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-06-300x150.png 300w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-06-1024x512.png 1024w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-06-768x384.png 768w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-06-600x300.png 600w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-06.png 1182w\" sizes=\"auto, (max-width: 694px) 100vw, 694px\" \/><\/p>\n<p>Ao longo dos \u00faltimos anos, que o processo de <em>Design Thinking<\/em> tem sido adotado como metodologia de inova\u00e7\u00e3o por grandes empresas, no setor dos produtos de grande consumo, como a Coca-Cola e a McDonalds; no setor da sa\u00fade, como a GE Healthcare e a Oral B; no setor dos servi\u00e7os como a Airbnb e Netflix; e no setor da tecnologia, como a Google e a IBM. Inclusivamente, algumas delas sentiram a necessidade de adaptar o processo \u00e0s suas pr\u00e1ticas e desenvolver <em>frameworks<\/em> pr\u00f3prias, como o Loop da IBM. Desta representa\u00e7\u00e3o do processo de <em>Design Thinking<\/em>, gosto particularmente da express\u00e3o do ciclo cont\u00ednuo de observa\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o e concretiza\u00e7\u00e3o, sendo os 3 pontos verdes representativos das equipas multidisciplinares e o ponto amarelo o foco nos resultados do utilizador.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1466 alignright\" src=\"https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-03-300x183.png\" alt=\"\" width=\"434\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-03-300x183.png 300w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-03-1024x626.png 1024w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-03-768x470.png 768w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-03-600x367.png 600w, https:\/\/scoring.pt\/magazine\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Graficos-03.png 1063w\" sizes=\"auto, (max-width: 434px) 100vw, 434px\" \/><\/p>\n<p>Independentemente do prisma da abordagem ao processo de <em>Design Thinking<\/em>, tudo come\u00e7a com as pessoas &#8211; pessoas reais, n\u00e3o segmentos demogr\u00e1ficos, como esclarecido por Liedtka, et al. (2017). Mais propriamente pela descoberta e compreens\u00e3o das suas necessidades, atrav\u00e9s de ferramenta que procuram ir al\u00e9m do \u00f3bvio e vis\u00edvel, alcan\u00e7ando os sentimentos e as hist\u00f3rias das pessoas, onde residem as suas verdadeiras motiva\u00e7\u00f5es e a ess\u00eancia dos seus desafios. Das entrevistas semi-estruturadas, t\u00e9cnicas de observa\u00e7\u00e3o (como <em>service safaris<\/em> ou <em>shadowing<\/em>) e mapas de empatia, at\u00e9 \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de jornadas de experi\u00eancia, do ponto de vista de personas, v\u00e1rios s\u00e3o os m\u00e9todos e ferramentas que, combinados, nos permitem perceber em profundidade (e com empatia) as dores dos utilizadores ou potenciais clientes.<\/p>\n<p>Depois de uma fase de diverg\u00eancia, dedicada \u00e0 <strong>descoberta de desafios<\/strong>, segue-se a <strong>sele\u00e7\u00e3o e formula\u00e7\u00e3o do problema<\/strong>, a dar resposta na fase de idea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A fase de idea\u00e7\u00e3o cont\u00e9m em si dois ciclos<\/strong>: uma etapa de diverg\u00eancia, na gera\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es alternativas e uma fase de converg\u00eancia, na sele\u00e7\u00e3o das melhores solu\u00e7\u00f5es, que ir\u00e3o avan\u00e7ar para a fase de prototipagem. Na fase de gera\u00e7\u00e3o de ideias, o grupo deve promover um ambiente seguro e de confian\u00e7a, onde as ideias diruptivas s\u00e3o incentivadas e onde o julgamento e castra\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam lugar, uma vez que o objetivo \u00e9 quantidade de alternativas de ideias para a resolu\u00e7\u00e3o do problema. Aqui, damos uso de ferramentas que promovem o pensamento lateral e fora da caixa, como o <em>brainstorming<\/em> (<em>brainwriting<\/em>, quando realizado em sil\u00eancio), 6 <em>Thinking Hats<\/em> (desenvolvida por De Bono), e os <em>Crazy 8\u2019s<\/em> (ferramenta usada na metodologia Sprint, introduzida por Jake Knapp, Google Ventures).<\/p>\n<p>De bra\u00e7os dados com a idea\u00e7\u00e3o, surge a <strong>fase da prototipagem<\/strong>, que revela como principal objetivo tangibilizar\/dar forma \u00e0s ideias, atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de prot\u00f3tipos de baixa fidelidade, digitais ou com recurso a papel e tesoura. Todos conseguimos prototipar, uma vez que todos conseguimos criar uma est\u00f3ria, uma not\u00edcia, uma caixa de cart\u00e3o, um esqui\u00e7o, ou um mapa de um site \u2013 tudo formas de materializa\u00e7\u00e3o de ideias em prot\u00f3tipos, pass\u00edveis de usar na recolha de feedback junto de utilizadores. Aqui abre-se um ciclo de itera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua: onde submetemos o nosso prot\u00f3tipo \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o do utilizador, recolhemos feedback e integramos esse feedback no desenvolvimento e evolu\u00e7\u00e3o do prot\u00f3tipo, e assim consecutivamente, at\u00e9 termos uma solu\u00e7\u00e3o v\u00e1lida para lan\u00e7ar no mercado.<\/p>\n<p>Este processo n\u00e3o deve ser assumido como linear, mas como interativo, com uma l\u00f3gica de pensamento em sequ\u00eancia, mas com a flexibilidade para, sempre que surgir um novo <em>insight<\/em>, voltarmos atr\u00e1s para validar essa informa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m deve ser visto como um processo em cont\u00ednuo onde, mesmo quando lan\u00e7ada para o mercado, aquela solu\u00e7\u00e3o pode integrar melhorias decorrentes de novo feedback, e novas necessidades podem surgir na itera\u00e7\u00e3o com o mercado.<\/p>\n<h4><strong>Aplicabilidades do <em>Design Thinking<\/em> <\/strong><\/h4>\n<p>O <em>Design Thinking<\/em> surge comumente associado ao desenvolvimento de novos produtos e servi\u00e7os, sejam solu\u00e7\u00f5es digitais ou interfaces f\u00edsicas, e \u00e0 facilita\u00e7\u00e3o do processo de introdu\u00e7\u00e3o de novas tecnologias nas opera\u00e7\u00f5es dos neg\u00f3cios. No entanto, esta forma de pensar e agir perante os problemas, faz sentido para um espectro t\u00e3o amplo de aplica\u00e7\u00e3o, quanto a nossa vontade de fazer diferente.<\/p>\n<p><strong>Mais de 50% dos projetos de consultoria em inova\u00e7\u00e3o e <em>Design Thinking<\/em>, em que tive oportunidade de participar, at\u00e9 ao dia de hoje, enquadram-se na melhoria cont\u00ednua de solu\u00e7\u00f5es existentes, seja para introdu\u00e7\u00e3o de novas funcionalidades ou otimiza\u00e7\u00e3o da jornada de experi\u00eancia dos diferentes utilizadores do produto ou servi\u00e7o<\/strong>. A melhoria cont\u00ednua tamb\u00e9m pode ser abordada do ponto de vista das pessoas e da cultura organizacional, onde as ferramentas de <em>Design Thinking<\/em> s\u00e3o aplicadas tendo em vista ao desenvolvimento de <em>soft skills<\/em>, cada vez mais desejadas pelos gestores de pessoas e neg\u00f3cios, segundo a <a href=\"https:\/\/www.forbes.com\/advisor\/business\/soft-skills-examples\/\">Forbes Advisor (2024)<\/a>, como sejam: a comunica\u00e7\u00e3o emp\u00e1tica e a escuta ativa; a lideran\u00e7a alicer\u00e7ada na capacidade de resolu\u00e7\u00e3o de problemas, mentoria de pessoas e pensamento estrat\u00e9gico; trabalho em equipa e colabora\u00e7\u00e3o; criatividade, curiosidade, coragem para arriscar e disponibilidade para abra\u00e7ar contextos amb\u00edguos e de incerteza; resolu\u00e7\u00e3o de problemas, de forma proativa e aliada ao pensamento cr\u00edtico; adaptabilidade, flexibilidade e resili\u00eancia; e intelig\u00eancia emocional, que consiste no reconhecimento e compreens\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es dos outros = empatia.<\/p>\n<p><strong>Esta abordagem tamb\u00e9m pode ajudar equipas e gestores a (re)definir estrat\u00e9gias de neg\u00f3cios, de marketing e comunica\u00e7\u00e3o, mantendo o foco naquilo que \u00e9 mais importante: as pessoas.<\/strong> A t\u00edtulo de exemplo, partilho dois projetos, onde j\u00e1 tive oportunidade de experienciar a \u201cmagia\u201d do processo de <em>Design Thinking<\/em> aplicado \u00e0 redefini\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, que mostram a elasticidade e efici\u00eancia das suas ferramentas. Em 2022, a La Praire Portugal desafiou-me a tirar partido das experi\u00eancias do grupo de consultoras de beleza da marca, tendo em vista repensar o plano de a\u00e7\u00f5es do pr\u00f3ximo ano: em conjunto fomos avaliar as oportunidades e desafios do mercado, pensar criticamente sobre o cliente e as suas necessidades e desejos, e estabelecer um conjunto de a\u00e7\u00f5es, que combinaram as oportunidades e pontos fortes da empresa, e derem resposta aos desafios do neg\u00f3cio, tendo em vista melhorar o servi\u00e7o prestado ao seu p\u00fablico-alvo. Este ano, no \u00e2mbito do desenvolvimento do planeamento estrat\u00e9gico de marketing digital da Cl\u00ednica de Medicina Integrativa Nuno Pacheco, promovemos um <em>workshop<\/em>, que envolveu clientes e parceiros, tendo em vista gerar empatia com o utilizador, avaliar a experi\u00eancia dos canais digitais do ponto de vista das pessoas e definir planos de a\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o, focados nas necessidades de conte\u00fado dos diferentes p\u00fablicos (pacientes individuais e empresas). Como consequ\u00eancia, estes projetos revelam sempre a melhoria da comunica\u00e7\u00e3o, uma vez que o <em>Design Thinking<\/em> permite \u00e0s equipas construir rela\u00e7\u00f5es mais \u00edntimas, ajuda-nos a eliminar a complexidade e a desordem, de modo a podermos regressar aos aspetos b\u00e1sicos das necessidades e dos problemas humanos (Mootee, 2013).<\/p>\n<p>O <em>Design Thinking<\/em> pode, ainda, ser aplicado \u00e0 <strong>resolu\u00e7\u00e3o de problemas sociais<\/strong>, onde a IDEO atua h\u00e1 j\u00e1 v\u00e1rios anos, apoiando a melhoria de servi\u00e7os de sa\u00fade e promovendo a inova\u00e7\u00e3o social junto de comunidades vulner\u00e1veis; \u00e0 <strong>cria\u00e7\u00e3o de redes de inova\u00e7\u00e3o<\/strong>, como por exemplo o Encontro da Rede de Cidades Criativas da UNESCO, que se realizou este ano em Portugal, e onde, em parceria com o IET e a C\u00e2mara Municipal de Amarante, aplic\u00e1mos a metodologia \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de novas solu\u00e7\u00f5es para tornar os espa\u00e7os p\u00fablicos da cidade mais inclusivos e atrativos para as novas gera\u00e7\u00f5es; e <strong>ao Ensino, podendo ser aplicado \u00e0 inova\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica e prepara\u00e7\u00e3o do programa curricular, organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o e ferramentas, sele\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos e t\u00e9cnicas de ensino<\/strong> e, ainda, na cria\u00e7\u00e3o de um sistema colaborativo entre professores.<\/p>\n<h4><strong>Como come\u00e7ar a aplicar o <em>Design Thinking<\/em> no meu neg\u00f3cio<\/strong><\/h4>\n<p>Lewrick (2022) considera que o <em>Design Thinking<\/em>, quando aplicado ao crescimento de um neg\u00f3cio, implica uma mudan\u00e7a de cultura organizacional, que deve ser conduzida de forma a conduzir os envolvidos do foco no produto, para o centralismo nas pessoas; dos processos lineares, para processos iterativos; dos silos, para a co-evolu\u00e7\u00e3o; do isolamento, para uma rede sist\u00e9mica e colaborativa; da lideran\u00e7a diretiva, para uma lideran\u00e7a inclusiva.<\/p>\n<p><strong>A verdade \u00e9 que tudo come\u00e7a por aqui, pela cria\u00e7\u00e3o de cultura de inova\u00e7\u00e3o e por desenvolver nas pessoas compet\u00eancias interpessoais fundamentais para a aplica\u00e7\u00e3o da metodologia<\/strong>. E estamos a falar de <em>soft skills<\/em> que, por vezes, demoram anos a disseminar, implicam mudar h\u00e1bitos que t\u00eam ra\u00edzes profundas e fazem parte da forma de trabalhar das pessoas h\u00e1 demasiado tempo. A boa not\u00edcia \u00e9 que os m\u00e9todos e ferramentas de <em>Design Thinking<\/em> foram criados de forma a envolver e conduzir os participantes ao longo do processo, que ir\u00e3o colaborar, inevitavelmente, com outras pessoas; desenvolver a resili\u00eancia, recetividade e conforto com o erro e a ambiguidade \u2013 afinal, s\u00e3o a \u00fanica certeza do processo; e, acima de tudo, promover a empatia e perce\u00e7\u00e3o do ponto de vista do utilizador ou cliente, uma vez que nos obrigam a cal\u00e7ar os sapatos dos outros, por vezes, literalmente.<\/p>\n<p>Comece por resolver um problema simples ou por aplicar uma ferramenta, pela cria\u00e7\u00e3o uma jornada de experi\u00eancia, junto de clientes internos, por exemplo: junte as pessoas da sua equipa, e em conjunto reflitam sobre a sua experi\u00eancia em ambiente de trabalho &#8211; comecem por pensar nos v\u00e1rios momentos do dia, definam as etapas da jornada; depois reflitam sobre ganhos e nas dores\/dificuldades que essa experi\u00eancia proporciona, aos diferentes elementos presentes na sala; v\u00e3o apontando nos (famosos) <em>post-its <\/em>e tentem aferir os pontos de melhoria partilhados. Seja qual for o problema, a que se proponha a resolver, garanto que existe uma abordagem ou ferramenta de <em>Design Thinking<\/em> que poder\u00e1 aplicar, tendo em vista ao desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es focadas nas pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Design Thinking \u00e9 uma forma de pensar os problemas, que n\u00e3o \u00e9 de uso exclusivo dos designers: todos n\u00f3s podemos desenvolver as nossas capacidades (muitas vezes naturais) para pensar design<\/p>\n","protected":false},"author":101,"featured_media":1549,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"footnotes":""},"categories":[31],"tags":[],"class_list":["post-1460","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gestao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.13 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Design Thinking: O Catalisador da Inova\u00e7\u00e3o Focado nas Pessoas - SCORING Magazine<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"A defini\u00e7\u00e3o de objetivos \u00e9 crucial para a estrat\u00e9gia das empresas. 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